quarta-feira, 21 de março de 2012

Wait


Ainda não é você. Por mais que eu ache que é você, não é! Não é e pronto! Eu preciso parar de achar que eu já encontrei quem eu procuro. 
Não encontrei, e talvez ainda demore meses ou anos pra te encontrar. Mas não importa, eu te espero. Onde você estiver, eu te espero. Eu espero a gente trombar na rua ou então você pisar no meu pé e eu gritar de dor e você pedir desculpa. Eu espero. Por mais difícil que seja, eu espero. 

sábado, 17 de março de 2012

Ondas e paz!



Por que o meu problema parece ser tão complicado e estressante e impossível de resolver? Por que eu simplesmente não posso achar um meio simples de resolver tudo? Essas eram as perguntas que vinham na minha cabeça no final de semana. Eu estava na praia com minha família e era pra ser um final de semana sem pensar nos problemas. Mas isso era meio impossível para mim. O que eu mais pensava ultimamente era nos meus problemas.
Uma semana jogada fora no lugar que eu mais amo. Sábado fui dormir prometendo para mim mesma que acordaria cedo no domingo pra aproveitar um pouco, o mínimo que fosse, o tempo que eu ainda tinha na praia. Coloquei meu celular pra despertar bem cedo. Acordei, tomei café e fui caminhar. Aquele lugar, ainda deserto por ser muito cedo, me acalmava. Aquele lugar me trazia uma paz muito grande. Fiquei andando durante muitas horas na beira do mar. O vento batia em meu rosto e eu podia sentir que tudo daria certo, por mais difícil que estava parecendo.
Depois de ter caminhado e corrido um pouco, resolvi me sentar na praia e apenas observar o mar. Observar e ouvir o som das ondas. Estava com os olhos fechados deitada na areia da praia quando ouço um riso de criança. Confesso que sou apaixonada por criança e aquele riso chamou minha atenção. Abri os olhos rapidamente querendo ver quem era o dono daquele riso contagiante. Vi que uma família estava chegando à praia. O casal com o filho. Ele devia ter uns cinco anos. Ele corria e gritava. Acho que era a primeira vez que ele via o mar porque estava muito agitado. Porém, por mais que parecesse que ele queria entrar no mar e sentir as ondas batendo no seu corpo pela primeira vez, ele não queria entrar no mar. O garotinho tinha medo de entrar no mar. As ondas estavam agitadas e percebi que isso o assustou.
Por mais que seu pai dissesse que entraria com ele, que estaria sempre ao seu lado o protegendo das ondas do mar, ele não queria entrar. E eu vi naquela hora que eu me parecia com ele. Que eu também tinha medo. Eu também tinha medo de enfrentar as ondas. Não as do mar, mas as ondas da minha vida. Sim, pra mim elas eram maiores que aquelas do mar, mas eu conseguiria supera-las.
Naquele dia, o melhor dia de toda a semana, eu percebi que preciso confiar mais no meu Pai. Naquele que me deu vida e me ensina todas as coisas. Eu precisava ser como o garotinho, que aos poucos foi perdendo o medo e entrando no mar. E quando ele conseguiu molhar os pés, ele olhou para trás, onde seu pai estava, deu um sorriso e disse: “consegui!”